Holanda e China colaboram para combater a resistência a antibióticos

A Holanda está compartilhando o conhecimento da pesquisa de resistência a antibióticos com a China, para colaborar contra a resistência antimicrobiana. Este é um passo importante, pois bactérias resistentes podem viajar pelo mundo inteiro com viajantes e em suprimentos alimentares. De 20 a 21 de setembro de 2016, pesquisadores chineses e holandeses estão organizando uma conferência em Beijing e Xangai, na China, para discutir a resistência aos antibióticos.

Recentemente, pesquisadores chineses descobriram uma bactéria que poderia passar de suínos para humanos, que parecia ser resistente aos mais novos grupos de antibióticos, mas também a outros mais antigos, como a colistina, considerado um tratamento de último caso para pacientes com infecções graves por bactérias resistentes.

Na China, o uso de antibióticos e a resistência a eles não são monitoradas, como tem sido na Europa nos últimos 10 anos. Ao mesmo tempo, o uso de antibióticos aumentou em pacientes, mas também na pecuária, e as grandes empresas farmacêuticas estão descartando grandes quantidades de resíduos com antibióticos.

O Instituto Nacional de Saúde Pública e Meio Ambiente (RIVM) está liderando uma delegação que participará das conferências em Beijing e Xangai. Tjalling Leenstra, epidemiologista médico da RIVM, liderará a delegação. Ele esteve intimamente envolvido em colaboração com o Centro Chinês de Controle e Prevenção de Doenças. De 1998 a 2010, uma rede europeia foi coordenada pelo RIVM para coletar dados sobre o uso de antibióticos e prevenção de resistência antimicrobiana.

“Os chineses estão muito interessados em montar e administrar uma rede como essa descrita acima em vários países”, disse Mariken van der Lubben, coordenadora de resistência a antibióticos da RIVM e intimamente envolvida na colaboração chinesa. “Por exemplo, quais recursos tecnológicos você precisa para trocar dados entre vários países?”.

Na China, o foco na resistência aos antibióticos está aumentando; os chineses recentemente adotaram projetos com abordagem nacional. “Muita coisa está acontecendo agora na China”, disse Leenstra, “os laboratórios são altamente desenvolvidos, o nível de conhecimento é bastante alto. Podemos colaborar como iguais, mas eles também estão abertos a ideias de outras pessoas. A maioria das pessoas com quem trabalhamos é treinada nos Estados Unidos.” Van der Lubben: “É notável ver o quanto os chineses já sabem, eles têm muitos dados”.


A RIVM ajudou os chineses na instalação de um sistema de monitoramento da resistência a antibióticos. Van der Lubben: “Eles foram muito detalhados, em pouco tempo o número de hospitais participantes passou de um número próximo a 100 para 1400”.

Uma abordagem pelas vias da saúde

Os chineses estão atualmente trabalhando em um sistema de manejo de antibióticos através de um sistema para melhorar o uso dos mesmos. “Este ano, um grande grupo de pesquisadores chineses participou da conferência de microbiologia organizada pela associação europeia para aprender mais sobre administração de antibióticos. Isso levou a uma abordagem concreta para implementar o sistema.

A abordagem “Dutch On Health” é um dos temas mais importantes na conferência de dois dias em Beijing. “Os chineses estão muito interessados na abordagem, falaremos sobre como trabalhamos na abordagem “One Health”. Eles compartilharão sua própria experiência. Ao oferecer um amplo programa com atenção a antibióticos, resistência a antibióticos em humanos, animais e no meio ambiente, tentaremos mostrar que o problema abrange todas as três áreas. As conferências em Beijing e Xangai são organizadas pela Embaixada Holandesa e pelo Centro de Pesquisa em Desenvolvimento da Saúde em Xangai.

Fonte: artigo da NOS

Daniel Elmer Salmon deu seu nome ao gênero de bactérias Salmonella

Daniel Elmer Salmon (23 de julho de 1850 – 30 de agosto de 1914) era um cirurgião veterinário. Ele ganhou o primeiro diploma de doutor em medicina veterinária concedido nos Estados Unidos e passou sua carreira estudando doenças animais no Departamento de Agricultura dos EUA. Ele deu seu nome ao gênero de bactérias Salmonella, que foi descoberto por um assistente e nomeado em sua homenagem.

Infância e educação

Salmon nasceu em Mount Olive Township, Nova Jersey. O pai do Dr. Salmon morreu em 1851 e sua mãe, Eleanor Flock Salmon, morreu em 1859, deixando-o órfão aos 8 anos. Ele foi criado por seu primo em segundo grau, Aaron Howell Salmon, e passou algum tempo trabalhando na fazenda de Aaron além de ter sido balconista em uma loja de campo. Sua formação inicial foi na Mount Olive District School, no Chester Institute e no Eastman Business College. Frequentou a Universidade de Cornell e formou-se com o grau de Bacharel em Medicina Veterinária em 1872.
Após quatro anos adicionais de estudo, em saúde e ciência veterinárias, ele recebeu o diploma profissional de Doutor em Medicina Veterinária (D. M. V.) de Cornell em 1876, o primeiro D.V.M. concedido nos Estados Unidos. No final de sua carreira em Cornell, ele estudou na Alfort Veterinary School, em Paris, França.

Carreira

O Dr. Salmon abriu uma clínica veterinária em Newark, Nova Jersey em 1872 e posteriormente se mudou para Asheville, Carolina do Norte em 1875 devido a questões envolvendo sua saúde. Em 1877, ele deu uma série de palestras na Universidade da Geórgia sobre o tema da ciência veterinária. Ele trabalhou para o estado de Nova York, estudando doenças em suínos e para o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, estudando doenças de animais nos estados do sul. Em 1883, ele foi convidado a estabelecer uma divisão veterinária no Departamento de Agricultura. A divisão criada por Dr. Salmon acabou se tornando no escritório de indústria animal, onde ele serviu como chefe de 1884 a 1º de dezembro de 1905. Sob sua liderança, o escritório erradicou a pneumonia pleural contagiosa de gado nos Estados Unidos além de ter estudado e controlado a febre do Texas (Babesia). O Dr. Salmon também foi diretamente importante por ter proposto um programa federal de inspeção de carne. Como consequência, o programa começou a inspecionar o gado exportado e importado, além dos navios que o transportavam. Os gados provenientes do exterior eram colocados em quarentena, e, por fim, analisou os efeitos de doenças animais na saúde pública. Em 1906, ele estabeleceu o departamento de veterinária da Universidade de Montevidéu, Uruguai, e ficou à frente por cinco anos. Ele retornou aos Estados Unidos em 1911 e concentrou-se no trabalho veterinário na região oeste do país.

Salmonella é um gênero de microrganismo que recebeu o nome do Dr. Salmon em latim moderno em 1900 por J. Lignières, embora o homem que realmente descobriu e nomeou a primeira cepa, Salmonella cholerae suis, era Theobald Smith, assistente de pesquisa do Dr. Salmon, que isolou a bactéria em 1885. Desde aquela época, mais de 2.000 subtipos foram identificados.

Fonte: Wikipedia

Descoberta surpreendente: a proteína Salmonella reduz a resistência a medicamentos em casos de tumores.

Um resultado surpreendente em um experimento com Salmonella levou a uma descoberta que pode tornar as células cancerígenas resistentes a medicamentos mais sensíveis ​​por quimioterapias convencionais. Cientistas da Faculdade de Medicina da Universidade de Massachusetts descobriram que a proteína Salmonella SipA reduz naturalmente uma molécula resistente a medicamentos, molécula esta conhecida em muitos tipos diferentes de células cancerígenas.

Ao depositar uma proteína ligada a pequenas nanopartículas de ouro, os pesquisadores foram capazes de aumentar drasticamente a sensibilidade do tumor a drogas quimioterapêuticas e diminuir os tumores de cólon e câncer de mama em ratos.

“É fascinante pensar que essa descoberta tem um potencial clínico incrível para o tratamento de certos tipos de câncer resistentes a medicamentos. Com base nessas descobertas, já estamos avançando para um desenvolvimento pré-clínico”, disse Beth A. McCormick, PhD, vice-presidente e professora de microbiologia e sistemas fisiológicos da Faculdade de Medicina da Universidade de Massachusetts e principal autora do estudo na Nature Communications.

Fonte: Faculdade de Medicina da Universidade de Massachusetts

BRF SA e Check-Points B.V. assinam novo contrato de colaboração de dois anos.

A BRF SA, uma das maiores empresas de alimentos do mundo e fornecedora líder global de proteína animal, e a Check-Points BV, fabricante de ensaios rápidos de diagnóstico molecular para testes alimentares e veterinários, anunciou hoje a assinatura de um contrato de dois anos de acordo. O contrato de fornecimento abrange o teste de sorotipagem molecular de Salmonella da Check-Points, Check & Trace Salmonella, que faz parte integrante do programa em vigor de redução de Salmonella na BRF SA em toda sua cadeia de produção.

O acordo baseia-se em oito anos de colaboração bem-sucedida, o que levou à detecção precoce e a uma maior redução da ocorrência de Salmonella na cadeia de produção.

“A BRF está comprometida em desenvolver produtos de alta qualidade”, diz Fabrício da Silva Delgado, diretor de produção e saúde animal da BRF. “Investimos em pesquisa e inovação e monitoramos continuamente a saúde de nossos animais para minimizar a incidência de contaminação. Através de testes moleculares de ponta, somos capazes de identificar e eliminar a fonte de contaminação da maneira mais eficiente. Nossa parceria com a Check-Points é uma parte essencial nessa estratégia.”

Ambas as empresas planejam trabalhar juntas através de uma abordagem semelhante para rastrear e entender a resistência a antibióticos no gado, usando a inovadora tecnologia de resistência a antibióticos moleculares da Check-Points, como o Check-MDR CT, atualmente usado pelos laboratórios de ponta no mundo.

“Estamos muito satisfeitos por apoiar a BRF na busca por uma melhoria na qualidade”, disse Wouter de Levita, vice-presidente de vendas e de desenvolvimento de negócios da Check-Points. “Nossa estreita colaboração confirmou que nossos produtos podem poupar gastos para os produtores através de um rebanho mais saudável, além de resultar em melhor qualidade para os clientes. A BRF nos pressiona continuamente para melhorar nossa linha de produtos e esperamos continuar nossa frutífera colaboração.”

Saiba mais sobre o compromisso da BRF com a qualidade aqui.